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Assédio Moral

Garantir os direitos trabalhistas, conscientizar e fortalecer os trabalhadores contra o Assédio Moral. Esta foi a diretriz que abriu os trabalhos do 6º Encontro Estadual EAA – Assédio Moral: um inimigo invisível no trabalho na manhã deste sábado, dia 23. Presidentes e dirigentes dos SEAACs e FEAAC recepcionaram os participantes presentes na Colônia de Férias da FEEAC, em Peruíbe. Os trabalhos matinais foram fechados com palestras e perguntas à médica do trabalho Margarida Barrreto e à desembargadora Ivani Contini Bramante.

 

“A forte presença dos delegados neste evento é resultado positivo dos Encontros Regionais realizados pelos SEAACs. Isso nos permitirá debater o Assédio Moral e outros assuntos de interesse de nossa categoria e saber qual o caminho que os sindicatos devem seguir para combater este mal”, explanou o presidente da FEAAC, Lourival Figueiredo Melo, que também é presidente do SEAAC de Santos e Região.

 

A presidenta do SEAAC de Americana e Região e diretora da Secretaria de Assuntos da Mulher, Criança e Adolescente, Helena Ribeiro da Silva, destacou que é preciso estar atento a pequenas atitudes do cotidiano profissional que acabam afetando os trabalhadores de forma invisível, como frases discriminatórias. “Além disso, cabe ressaltar que o trabalho de qualidade com baixo custo também é Assédio Moral. Por isso, os participantes devem colher no evento todas as informações e levá-las às suas casas e companheiros de trabalho”, ressaltou Helena.

 

Os presidentes dos SEAACs de Araraquara, Ítalo José Rampani, de Araçatuba, Valdemar Damião Brito, e de Marília e Região, Rosangela Aparecida Rodriguez, complementaram dizendo a importância da denúncia e da participação dos sindicatos. “Devemos adquirir, durante os Encontros Regionais e Estadual, conhecimentos para que eles sejam estendidos aos colegas e familiares e que seja feita a denúncia, afinal a próxima vítima pode ser aquele que se cala”, disse Brito.

 

Também estiveram na solenidade o presidente do SEAAC do Grande ABC, Mogi das Cruzes e Região, Vagney Borges de Castro, do SEAAC de Sorocaba, Artur José Aparecido Bordin, e do SEAAC de Campinas, Elizabete Pratavieira. “O Assédio Moral é um desrespeito aos direitos trabalhistas e cabe ao sindicato notificar a empresa e encaminhar a denúncia ao Ministério Público”, explicou Elizabete. “Discutir o Assédio Moral é importante porque não é um tema novo. Ele nasceu com as relações de trabalhos, com a cobrança de cumprimento de metas, lucros e a mais valia”, complementou o presidente do SEAAC do Grande ABC e membro da Comissão Organizadora do 6º Encontro Estadual.

 

Representando o SEAAC de Santos, a diretora da Secretaria Geral do sindicato, Carmem Ianni, comentou que o Assédio Moral é um ato que cresce a cada dia dentro das empresas da Baixada Santista e do Estado de São Paulo. “Atualmente, o excesso de horas trabalhadas deixa o empregado doente. E ele cumpre a carga horária estipulada porque tem medo de perder o emprego. O trabalhador tem de ter coragem e denunciar aos sindicatos”, indicou Carmen.

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