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Ministério Público pede explicações sobre slides do governo Tarcísio

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo
Imagem: Marcelo Aparecido Silva Camargo

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) enviou uma série de questões para que o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) responda sobre os slides ofertados nas escolas estaduais.

O que aconteceu

O governo paulista tem 10 dias para responder os questionamentos. O documento é assinado pelo promotor João Paulo Faustinoni e Silva do Geduc (Grupo de Atuação Especial de Educação).

O pedido do MP aconteceu após reportagens do UOL mostrarem erros de informação e português nos materiais produzidos pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Custos dos slides e formação dos responsáveis pela produção são alguns dos pontos questionados pelo grupo. Além disso, o órgão pede o “processo detalhado de elaboração, revisão e distribuição” dos slides.

Hoje, a Justiça determinou, em caráter liminar, que o governo paulista suspenda o uso do material digital com erros. A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti atendeu ao pedido de liminar feito pela deputada estadual professora Bebel Noronha (PT). Caso não seja cumprida, a decisão prevê multa diária de R$ 10 mil.

O UOL mostrou, por exemplo, que slides para alunos do ensino fundamental 2 afirmavam que Dom Pedro 2º, e não sua filha, a Princesa Isabel, assinou a Lei Áurea, em 1888. A secretaria diz que corrigiu os materiais.

Uma análise feita pela Abrale (Associação Brasileira de Autores de Livros Educativos) apontou também erros de português e falta de aprofundamento nos materiais. O diagnóstico da associação é que os slides do governo Taracísio seriam reprovados pelo PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) do governo federal.

Os slides são uma proposta do governo paulista para ter um material 100% digital produzido pela pasta. Em agosto, o secretário da Educação, Renato Feder, chegou a anunciar que a gestão Tarcísio recusaria os livros do PNLD — algo inédito para o estado. Especialistas e professores criticaram a proposta, e o assunto virou alvo da Justiça. O governo paulista recuou.

Fonte: UOL

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