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Professores da Unicamp indicam greve por tempo indeterminado e alunos podem ficar sem nota

Os professores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira, 19, manter o “estado de greve” e tomar duas decisões na próxima terça-feira, 26 de junho: deflagração de uma greve por tempo indeterminado e a não entrega das notas deste semestre.

A data do início da greve deve ser avaliada nas reuniões de unidade para deliberação na assembleia. O período para a aplicação dos exames finais é de 10 a 16 de junho e o prazo para a entrega das notas encerra-se em 18 de julho.

Segundo a Adunicamp (Associação de Docentes da Unicamp), a decisão de acirrar o movimento foi tomada pela assembleia por causa do impasse nas negociações entre o Fórum das Seis (entidade que representa as universidades públicas paulistas) e o Cruesp (Conselho de Reitores do Estado de São Paulo). Na última reunião, realizada dia 13 último, “os reitores se mantiveram intransigentes sobre as propostas apresentadas pelo Fórum nas negociações sobre os reajustes de salário dos professores e funcionários técnico-administrativos das universidades paulistas”, afirmou em nota.

Os reitores oferecem 1,5% de reajuste salarial, as entidades representadas pelo Fórum das Seis reivindicam 6,4% e um plano de reposição das perdas salariais dos últimos anos, que chegam a mais de 18%.

Na Unicamp, os técnico-administrativos permanecem em greve, e greves de professores e funcionários também estão em curso em campi da USP (Universidade de São Paulo) e Unesp (Universidade Estadual de São Paulo).

Na abertura da assembleia desta tarde, a ADunicamp divulgou o comunicado emitido pela diretoria da entidade no dia 18, segunda-feira, voltado às entidades científicas brasileiras. De acordo com o comunicado, as “Universidades Públicas Paulistas, irresponsavelmente subfinanciadas, vêm sofrendo o que representa o mais forte ataque à sua manutenção nos últimos tempos”.

“Apenas com a manifestação firme e coesa da sociedade é que será possível preservar a universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada”, diz o comunicado (leia abaixo a íntegra do comunicado).

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INTEGRA DO COMUNICADO DA DIRETORIA DA ADUNICAMP SOBRE A CRISE DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

 Às entidades científicas brasileiras

O sistemático desmonte da Educação e da Ciência nacional promovido pelo Governo Federal e o cada vez mais grave descaso do Governo de São Paulo com as instituições de ensino e pesquisa do Estado têm chocado o mundo e colocado em verdadeiro risco as várias funções das Universidades Públicas.

As Universidades Públicas Paulistas, irresponsavelmente subfinanciadas, vêm sofrendo o que representa o mais forte ataque à sua manutenção nos últimos tempos, por meio de arrocho salarial, inexistência de plano de recuperação de perdas salariais de servidores docentes e técnico-administrativos, que já somam 12,56% na USP e na Unicamp e 16,04% na Unesp, congelamento de concursos e contratações, falta de perspectivas para a progressão na carreira, ausência de política de permanência estudantil e precarização das condições de trabalho.

Frente à intransigência dos reitores e do Governo do Estado, a Associação de Docentes da Universidade Estadual de Campinas, a ADUnicamp, empenhada em várias ações de mobilização em defesa da Universidade, vem por meio desta solicitar às entidades científicas que se faça divulgar publicamente uma nota de apoio à Universidade Pública Paulista e de repúdio à destruição dessa instituição social, patrimônio da população brasileira.

Apenas com a manifestação firme e coesa da sociedade é que será possível preservar a universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. (Veja no site da entidade)

Fonte: Carta Campinas

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