Quase 70% dos autônomos gostariam de ter trabalho formal, diz pesquisa

Uma pesquisa aponta que quase 70% dos trabalhadores por conta própria gostariam de encontrar um trabalho formal, especialmente pela possibilidade de receber um salário fixo e pelo acesso a benefícios empresariais.

Os dados são da primeira edição da Sondagem do Mercado de Trabalho, novo estudo da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) feito com 2 mil pessoas e divulgado hoje.

Desejo de estabilidade vs. preferência por flexibilidade. Os dados recolhidos pela FGV Ibre nos meses de agosto, outubro e novembro para a primeira edição contrastam os 69,6% dos trabalhadores por conta própria que gostariam de ter algum vínculo formal com outros 30,4%, que preferem a vida autônoma.

Trabalho autônomo tem sido responsável por diminuir índice de desemprego. Os últimos dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), principal indicador sobre emprego no Brasil, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontaram um novo recorte de trabalhadores sem carteira assinada.

  • Rendimentos fixos (33,1%) e acesso a benefícios como vale-alimentação e plano de saúde (31,4%) são principais motivos do primeiro grupo
  • Já a flexibilidade nos horários (14,3%) e a avaliação de que se ganha mais como autônomo (11,9%) são os argumentos do segundo

Trabalho autônomo tem sido responsável por diminuir índice de desemprego. Os últimos dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), principal indicador sobre emprego no Brasil, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontaram um novo recorte de trabalhadores sem carteira assinada.

  • No trimestre de agosto a outubro, um recorde de 13,4 milhões de brasileiros trabalhavam sem vínculo formal.
  • No período de um ano, houve acréscimo de 1,4 milhão de pessoas nesse recorte No mesmo período, houve a menor taxa de desemprego para o período de agosto a outubro desde 2014

72,2% dos trabalhadores entrevistados estão “satisfeitos ou muito satisfeitos” com o trabalho, segundo a pesquisa da FGV Ibre,

Para os insatisfeitos, que foram quase 1/3 do total (ou 27,8%), os fatores que mais pesam são:

  • Remuneração baixa: 64,2%)
  • Pouco ou nenhum benefício: 43%
  • Insegurança por ser um trabalho temporário: 23,7%

Veja a divulgação completa da pesquisa feita pela FGV Ibre.

Fonte: UOL Mercado

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