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Segurança psicológica e sua importância no trabalho e nas relações pessoais

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A segurança psicológica tem se tornado um tema cada vez mais relevante no contexto organizacional. Refere-se ao grau de confiança, respeito e apoio mútuo que existe em um ambiente, permitindo que as pessoas se sintam à vontade para expressar suas opiniões, fazer perguntas, assumir riscos e serem autênticas sem o medo de retaliação.

O conceito de segurança psicológica foi inicialmente desenvolvido por Edgar Schein, na década de 1960, como um componente essencial da cultura de aprendizagem organizacional. No entanto, foi Amy Edmondson, professora de Harvard, que popularizou e aprofundou o entendimento sobre segurança psicológica nas equipes de trabalho, por meio de suas pesquisas a partir dos anos 1990.

A segurança psicológica é essencial para o florescimento de uma cultura de inovação, aprendizado e excelência nas organizações. Quando os trabalhadores se sentem seguros para compartilhar seu ponto de vista, dar e receber feedbacks de maneira respeitosa, a criatividade e a colaboração são estimuladas. Além disso, a segurança psicológica está relacionada a uma maior satisfação no trabalho, maior engajamento dos funcionários nas atividades e melhor desempenho individual e coletivo.

A criação de um ambiente de segurança psicológica nas organizações requer a promoção de práticas e valores que encorajem a abertura, a valorização das contribuições de todos e a escuta ativa, que é ouvir o outro demonstrando interesse e envolvimento diante do que está sendo partilhado.

Isso pode ser alcançado, especialmente, por meio de líderes que demonstrem empatia, incentivem o diálogo, celebrem a diversidade e tratem os erros como oportunidades de aprendizado. É fundamental estabelecer canais de comunicação seguros, onde as pessoas possam expressar suas preocupações e sugestões sem medo de serem julgadas.

Podemos pensar a segurança psicológica também como um elemento crucial nas relações pessoais, como amizades, relacionamentos amorosos e familiares. Ao criar uma atmosfera de segurança emocional, as pessoas se sentem à vontade para serem espontâneas, falar de seus sentimentos e necessidades, colocar limites, sem a preocupação se serão rejeitadas ou até mesmo ignoradas naquilo que estão expressando. A partir disso é possível estabelecer relações pessoais mais profundas, baseadas na confiança e no respeito mútuo.

A comunicação aberta, honesta e cuidadosa, somada à prática da escuta ativa e do compromisso de lidar com possíveis conflitos que possam emergir de maneira, ao mesmo tempo, compreensiva e assertiva, é um dos elementos-chave para a construção da segurança psicológica, tanto nas relações pessoais quanto no ambiente corporativo.

Fonte: Coluna Lucas Veiga psicólogo no Viva Bem/UOL

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