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Varejistas antecipam Desenrola Brasil e negociam dívidas do carnê

Outro modelo de renegociação é o “Pula Parcela”, no qual o cliente pode jogar três prestações em atraso para o final do plano de pagamento

Foto: Divulgação

Embora o programa Desenrola Brasil vá negociar dívidas de cidadãos com empresas do varejo apenas em setembro, algumas redes se anteciparam para anunciar condições próprias de renegociação. É o caso da Via, das franquias Casas Bahia e Ponto, que começará a fazer acordos a partir desta terça (25).

Segundo a companhia, clientes das duas marcas poderão regularizar os valores atrasados no carnê com pagamento da parcela sem juros e multa. Será possível parcelar as dívidas em até 36 vezes sem juros, com entrada reduzida e descontos.

A Via ressalta que irá analisar individualmente as dívidas. A varejista informa que o cliente poderá fazer o acordo pela internet e pagar com Pix no Portal do Carnê das duas marcas. A ação vai até 31 de agosto.

Os canais de atendimento da Casas Bahia são o Portal do Carnê (neste link), o WhatsApp (41) 9951-2321 (neste link), a Central de Atendimento no telefone 0800 025 8880 e o aplicativo banQi. Já a Ponto atende clientes no seu Portal do Carnê (neste link), no WhatsApp (41) 98512-0885 (neste link), na Central de Atendimento pelo telefone 0800 022 1400 e também no app banQi.

A Magazine Luiza disse que avalia se fará alguma ação parecida, mas que anunciará em breve iniciativas para clientes do Consórcio Magalu. A empresa irá oferecer dois modelos de renegociação.

No primeiro, a varejista chama de “rateio do saldo devedor”. A soma das parcelas em atraso é dividida para o pagamento com o restante do plano adquirido. “Assim, o cliente volta a participar das assembleias de contemplação e pagará as parcelas futuras com um pequeno acréscimo de valor referente ao acerto”, afirmou, em nota.

Outro modelo de renegociação é o “Pula Parcela”, no qual o cliente pode jogar três prestações em atraso para o final do plano de pagamento. A empresa diz que é possível aderir a esse modelo mais de uma vez. Porém, só é permitido pular três prestações atrasadas por vez. Nos dois casos, para realizar a renegociação, a cota de consórcio do devedor não pode ter sido contemplada.

Já a Renner disse em nota que a Realize CFI, sua instituição financeira, está oferecendo condições especiais de negociação para seus clientes, que incluem desconto de até 98% e parcelamento em até 48 vezes nas dívidas dos cartões da loja. As condições valem tanto para cartões de crédito de bandeiras quanto para os de marca própria (private label). Consumidores com interesse em aderir poderão entrar no site da Realize (neste link).

As Lojas Americanas disseram que não têm iniciativa prevista. Lojas Cem, Marabraz e Marisa não responderam até a publicação desta reportagem e a C&A afirmou que ainda não aderiu ao Desenrola Brasil.

Em live no 18 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que em setembro será lançado o aplicativo para devedores do varejo. Segundo ele, o programa poderá “salvar 72% da população que está endividada” e isso ajudará na retomada da economia do país.

Dívida com cartão de loja pode ser negociada na faixa 2 do Desenrola

Reportagem da Folha publicada na quinta (20) mostrou que dívidas com cartões de lojas podem ser negociadas na Faixa 2 do Desenrola. Por se tratar de dívidas bancárias, elas se encaixam na atual etapa do programa.

Qual a diferença entre as faixas 1 e 2 do Desenrola Brasil

A Faixa 2 do Desenrola, que começou na segunda (17), irá limpar o nome de cidadãos com dívidas até R$ 100. Além disso, ela é voltada a quem tem dívida bancária que levou à negativação do nome a partir de 1º de janeiro de 2019 e permaneceu na lista até 31 de dezembro de 2022.

O participante deve ganhar entre R$ 2.640 (dois salários mínimos) e R$ 20 mil por mês, terá prazo mínimo de 12 meses para o pagamento da dívida e negociará a quantidade de parcelas e a taxa de juros diretamente com o banco. Não há limite da quantia a ser quitada.

Já a adesão à Faixa 1 do Desenrola começará apenas em setembro. Ela é voltada para quem recebe até R$ 2.640 por mês ou tem inscrição no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal), e entrou na lista de negativados a partir de 1º de janeiro de 2019, permanecendo com dívida ativa até 31 de dezembro de 2022.

A Faixa 1 permitirá renegociar até R$ 5.000 em qualquer tipo de dívida, desde que não seja crédito rural, financiamento imobiliário, operação com funding ou risco de terceiros, e dívida com garantia real. O pagamento pode ser à vista ou parcelado em até 60 meses, sendo que o valor da parcela deve ultrapassar R$ 50, com taxa de juros de no máximo 1,99% por mês.

Fonte: Jornal de Brasília

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