PIB cresce e Brasil volta a ser a 10ª maior economia do mundo
Economia brasileira cresce 1,1% no primeiro trimestre; projeções apontam retorno do país ao top 10 global em 2026
A economia brasileira iniciou 2026 em ritmo de recuperação e voltou a figurar entre as maiores do mundo. Com Lula, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano em comparação com os últimos três meses de 2025, resultado considerado acima das expectativas do mercado e o maior avanço trimestral desde o início do ano passado.
Com o desempenho positivo, projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que o Brasil deve retomar em 2026 o posto de 10ª maior economia do mundo, ultrapassando o Canadá. O PIB brasileiro alcançou R$ 3,3 trilhões entre janeiro e março, enquanto o crescimento acumulado em 12 meses chegou a 2%.
O desempenho colocou o Brasil na sexta posição entre as 45 principais economias globais no primeiro trimestre, atrás apenas de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China.
Agropecuária lidera crescimento
Pela ótica da produção, a agropecuária foi o principal motor da economia brasileira no período, com crescimento de 2%. O setor foi responsável por puxar a média do PIB para cima, beneficiado pela forte safra e pelo desempenho das exportações ligadas ao agronegócio.
A indústria também apresentou resultado positivo, com expansão de 1%. Os destaques ficaram para a extração mineral, que avançou 3,6%, e para a construção civil, que registrou alta de 2,9%.
Já o setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia nacional, cresceu 0,5%. Dentro do segmento, as atividades de informação e comunicação lideraram a expansão, com alta de 2,4%.
Consumo das famílias sustenta atividade econômica
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,7% no trimestre e continuou sendo um dos pilares da atividade econômica. O resultado foi impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido, pela ampliação do crédito e pelas medidas de estímulo à renda adotadas pelo governo do presidente Lula.
A taxa de desemprego ficou em 5,8% em abril, a menor já registrada para o mês. Também contribuíram para o aumento do consumo o reajuste do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil.
Os investimentos também mostraram recuperação significativa. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede os investimentos na economia, avançou 3,5% no trimestre, revertendo a queda observada no fim de 2025.
Por outro lado, o setor externo teve impacto negativo sobre o cálculo do PIB. As exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações cresceram 4,4%.
Brasil volta ao grupo das dez maiores economias
As projeções internacionais apontam que o Brasil voltará ao grupo das dez maiores economias do planeta ainda em 2026. Segundo estimativas compiladas pela Austin Rating com base em dados do FMI, o país deve alcançar um PIB nominal de US$ 2,635 trilhões, superando o Canadá.
O ranking projetado coloca os Estados Unidos na liderança, seguidos por China, Alemanha, Japão e Reino Unido. O Brasil aparece na décima colocação, atrás da Rússia.
Além do crescimento econômico, outros fatores ajudam a explicar a ascensão brasileira no ranking global. A valorização do real frente ao dólar aumenta o valor do PIB quando convertido para a moeda americana. Outro ponto favorável é o cenário internacional do petróleo.
Com os conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, os preços da commodity dispararam no mercado internacional. Como o Brasil se tornou exportador líquido de petróleo graças ao pré-sal, o país acaba beneficiado no resultado nominal da economia.
As projeções do FMI indicam ainda que o Brasil poderá avançar para a nona posição em 2027, ultrapassando a Rússia, e chegar à oitava colocação em 2028, superando a Itália.
Inflação e endividamento ainda preocupam
Apesar do cenário positivo, economistas alertam para desafios importantes nos próximos meses. A alta internacional do petróleo pressiona os preços dos combustíveis e pode manter a inflação em patamar elevado, exigindo juros altos por mais tempo.
Outro fator de preocupação é o nível de endividamento das famílias brasileiras, que segue em patamar recorde e pode limitar o consumo nos próximos trimestres.
Contudo, o crescimento agregado da economia não se traduz automaticamente em melhora da renda da população. Em 2025, o PIB per capita brasileiro foi de US$ 10,6 mil, nível próximo ao de países menores do Leste Europeu, como a Albânia.
Mesmo assim, os resultados do primeiro trimestre reforçam a trajetória de recuperação econômica do país e destacam o retorno do Brasil ao grupo das maiores economias globais sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: TVT News
