Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Campinas e Região

Fim da taxa das blusinhas é aprovado no Congresso

Fim da taxa das blusinhas aumenta o poder de compra dos trabalhadores

A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram, em votação simbólica a MP do fim da taxa das blusinhas. O texto aprovado na Comissão Mista vai à sanção do Presidente Lula.

Entenda a MP do fim da taxa das blusinhas

Comissão mista aprovou a Medida Provisória (MP) 1357/26, que isenta do Imposto de Importação as compras internacionais de até 50 dólares, conhecida como “taxa das blusinhas“.

A proposta também zera a alíquota de importação para medicamentos destinados a doenças raras e negligenciadas sem similar nacional.

Além disso, o parecer cria um sistema de avaliação periódica sobre os impactos da isenção no setor produtivo brasileiro. Pela proposta aprovada, o governo já terá que fazer um relatório para avaliar os impactos da medida daqui a três meses. Depois disso, os relatórios poderão ser semestrais. O Congresso Nacional fará uma avaliação anual.

A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou que a isenção beneficia famílias de baixa renda, em especial as mulheres. “Não é razoável que justamente a brasileira que não tem a possibilidade de viajar ao exterior para fazer suas compras seja mais penalizada quando encontra, pela internet, uma forma de acessar produtos a preços mais compatíveis com a sua renda.”

A senadora declarou ainda que a preocupação do empresariado nacional com a entrada de produtos importados será atenuada com a reforma tributária, que vai desonerar as cadeias produtivas da cobrança de imposto sobre imposto.

Qual o texto da MP do fim da taxa das blusinhas

A isenção para remessas de até 50 dólares vigora desde maio. Pelo texto aprovado, o Poder Executivo deverá publicar um relatório preliminar de avaliação em três meses e, em seguida, estudos semestrais. O Congresso Nacional fará uma análise anual.

Os documentos deverão monitorar:

  • emprego e renda, com foco em setores com uso intensivo de mão de obra;
  • competitividade do comércio varejista e da indústria nacional;
  • preços e acesso a bens de consumo popular;
  • volume, valor e origem das remessas por faixa de tributação;
  • concorrência entre itens importados e nacionais; e
  • arrecadação de tributos federais e estaduais.

A avaliação dará ênfase aos seguintes segmentos:

  • têxtil e vestuário;
  • calçados e componentes;
  • acessórios;
  • brinquedos; e
  • cosméticos.

Importação: quais são as regras para plataformas digitais

Para compras internacionais entre 50 e 3 mil dólares, o imposto é de 60% com desconto fixo de 20 dólares, mas o texto aprovado permite a redução para 30% nesta faixa.

As plataformas de comércio eletrônico terão que adotar mecanismos contra fraudes fiscais, fracionamento irregular de remessas e subfaturamento de preços.

Entre as obrigações estão:

  • rastreamento e checagem de dados cadastrais de vendedores estrangeiros;
  • monitoramento de padrões suspeitos;
  • registro eletrônico das operações comerciais;
  • cooperação direta com a Receita Federal;
  • canais para denúncia de mercadorias ilegais ou que violem direitos autorais;
  • retirada de produtos piratas e banimento de infratores; e
  • envio de relatórios trimestrais ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual.

As empresas que descumprirem as normas estarão sujeitas a multas, suspensão de atividades e até proibição definitiva de operar no país.

O texto também determina que a cotação da moeda estrangeira será calculada com base na data da compra e autoriza o Poder Executivo a criar limites de quantidade para remessas de até 3 mil dólares.

Fonte: TVT News/por Agência Câmara de Notícias

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