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Quaest mostra influência dos partidos, emoções e sonhos dos eleitores para 2026

Levantamento também mostra que esperança e preocupação são as principais emoções diante dos possíveis candidatos, enquanto saúde lidera os sonhos da população

A nova rodada da pesquisa Quaest revela como fatores políticos e aspectos pessoais podem influenciar a relação dos brasileiros com a disputa presidencial de 2026. O levantamento, contratado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 eleitores e trouxe recortes sobre a importância dos partidos na escolha do voto, as emoções provocadas pelos possíveis candidatos e os principais sonhos da população.

Os dados da Quaest mostram um eleitorado dividido sobre o peso das legendas partidárias na decisão eleitoral. Para 38% dos entrevistados, o partido ao qual pertence o candidato influencia muito a escolha do voto para presidente. Outros 22% afirmam que a sigla influencia pouco, enquanto 37% dizem que não sofrem influência do partido. Uma parcela de 3% não soube responder ou não respondeu.

O resultado indica que a legenda é um fator relevante para uma parcela expressiva do eleitorado, mas não determina a escolha de todos. A diferença entre aqueles que atribuem muita influência ao partido e os que dizem não considerar esse aspecto é de apenas um ponto percentual.

Esperança é a emoção mais citada diante dos candidatos

A pesquisa Quaest também perguntou aos eleitores qual emoção sentem diante dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2026. Esperança aparece na primeira posição, mencionada por 34% dos entrevistados.

Na sequência, 30% afirmaram sentir preocupação. O levantamento aponta ainda que 12% associam a disputa eleitoral à frustração, enquanto 9% relatam confiança diante dos possíveis candidatos.

Outras emoções aparecem em proporções menores nesta rodada da Quaest. A indiferença foi citada por 6% dos entrevistados, enquanto entusiasmo aparece com 3%. Já raiva foi mencionada por 2%. Outros 2% disseram não sentir nenhuma das emoções apresentadas e 2% não souberam ou não responderam.

Os números mostram, portanto, uma percepção marcada por sentimentos distintos. Embora esperança e confiança somem 43%, preocupação e frustração alcançam 42% quando consideradas conjuntamente. O levantamento não relaciona essas emoções a candidatos específicos, mas registra a maneira como os eleitores se posicionam diante dos possíveis nomes que poderão disputar a Presidência.

Saúde aparece como principal sonho dos brasileiros

Outro recorte da pesquisa buscou identificar aquilo que os brasileiros apontam como seu principal sonho. Ter saúde aparece no topo da lista, com 19% das respostas.

Em segundo lugar está o desejo de ter um lugar sem violência para viver, mencionado por 15%. A felicidade da família e dos amigos aparece em terceiro, com 12%.

A pesquisa Quaest também aponta demandas relacionadas à moradia e à educação. Ter uma casa própria foi citado por 10% dos entrevistados, mesmo percentual dos que apontaram como principal sonho ter uma educação boa para si e para a família.

O desejo de garantir condições básicas de vida também aparece entre as principais respostas. Para 8%, o principal sonho é ter comida na mesa todos os dias. Outros 5% desejam ter o próprio negócio, enquanto a mesma proporção afirma sonhar em ver os filhos na faculdade.

Questões financeiras também estão presentes. Não ter mais dívidas foi apontado por 4% dos entrevistados. Já ficar rico aparece com 3%, mesmo percentual daqueles que mencionaram ter um emprego bom ou viajar e conhecer novos lugares.

Outros sonhos, não especificados nas opções principais apresentadas pela pesquisa, somam 3%.

Os resultados ajudam a dimensionar quais preocupações e aspirações aparecem entre os eleitores no período que antecede a eleição presidencial. Além da relação com partidos e candidatos, as respostas apontam para temas concretos da vida cotidiana, como saúde, segurança, moradia, educação, alimentação, emprego e situação financeira.

Metodologia da Quaest

A pesquisa Quaest foi realizada com 2.004 eleitores, entre segunda e quinta-feira, segundo as informações divulgadas sobre o levantamento. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal O GLOBO e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.

Fonte: TVT News

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