Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado nesta sexta-feira, 11, após o término das negociações da campanha salarial sem um acordo entre a empresa e a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
O impasse principal envolve propostas de alterações no plano de saúde dos empregados por parte da direção da estatal, tema sem consenso mesmo após rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A direção da empresa pretende deixar de arcar com sua parcela de corresponsabilidade.
Sem o pagamento garantido pelos Correios à operadora, o valor do convênio médico ficará inteiramente nas costas do trabalhador. Isso irá causar o encarecimento do desconto para os trabalhadores, além da piora do atendimento.
Para conter o impacto das paralisações nas entregas e no atendimento aos clientes, os Correios ativaram um Plano de Continuidade de Negócios, que prevê o remanejamento de pessoal e o reforço das atividades operacionais.
De acordo com a estatal, os Correios apresentaram uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo.
“A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados”, diz em nota.