Banco Central passa a divulgar indicadores mensais sobre reajustes negociados, ganhos reais e relação dos salários com a inflação
O Banco Central passou a divulgar mensalmente indicadores sobre reajustes salariais definidos em convenções coletivas, ampliando o acompanhamento das condições do mercado brasileiro.
Para isso, o BC utiliza convenções registradas no Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, e calcula indicadores nominais, reais e comparações com inflação acumulada.
Assim, os reajustes nominais mostram a variação salarial acordada, enquanto os reais descontam o INPC, permitindo identificar ganhos efetivos no poder de compra dos trabalhadores.
Além disso, os indicadores apontam a proporção das negociações coletivas que conquistaram reajustes acima, abaixo ou equivalentes à inflação utilizada como referência pelo Banco Central.
A metodologia também amplia a abrangência territorial dos dados. Antes concentrada em São Paulo e Rio, a análise passou a considerar todas unidades da Federação.
Segundo dados divulgados anteriormente, 81% das negociações analisadas entre março e maio de 2026 superaram a inflação passada, registrando reajuste real médio de 0,9%.
O estudo do BC também aponta que ganhos reais aparecem com maior frequência quando o mercado de trabalho permanece aquecido, especialmente durante períodos de desemprego reduzido.
Nesse cenário, a autoridade monetária identifica relação relevante entre reajustes negociados e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, usado para calcular os ganhos salariais reais.
Embora nenhuma regra obrigue reposição integral das perdas inflacionárias, a inflação acumulada permanece referência importante nas campanhas salariais e negociações entre sindicatos e representações patronais.
Ferramenta adicional
A divulgação regular dos indicadores ampliará o conjunto de informações disponíveis para a sociedade acompanhar a evolução dos salários negociados no país e sua relação com a inflação.
Com isso, trabalhadores e entidades sindicais também ganham nova referência estatística para acompanhar negociações coletivas, comparar reajustes e avaliar a evolução efetiva do poder de compra.
Fonte: Rádio Peão Brasil