Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Campinas e Região

Burnout: conheça 11 sinais de esgotamento causado pelo trabalho

Cansaço constante, irritação, dificuldade para se concentrar e até dores físicas podem parecer apenas efeitos de uma rotina profissional intensa. Em alguns casos, porém, fazem parte de um quadro mais amplo: a síndrome de burnout.

Reconhecida pela OMS como um fenômeno relacionado ao trabalho, ela envolve principalmente exaustão emocional, distanciamento em relação à profissão e sensação reduzida de realização.

A seguir, 11 sinais para você ficar atento. Na presença de vários deles, especialmente quando interferem na rotina e no desempenho, merece avaliação profissional. O diagnóstico depende da análise individual dos sintomas e do contexto em torno deles.

1. Exaustão emocional: É um dos principais sinais da síndrome. A pessoa sente falta de energia para lidar tanto com as exigências do trabalho quanto com situações estressantes do cotidiano. O entusiasmo também diminui, enquanto a sensação de esgotamento se torna frequente.

2. Distanciamento e cinismo: O profissional pode começar a se afastar emocionalmente de colegas, chefes, clientes ou pacientes. A indiferença, a hostilidade e uma visão cada vez mais negativa sobre o trabalho passam a fazer parte da rotina. Esse distanciamento ajuda a diferenciar o burnout de um período comum de estresse.

3. Sensação de baixa realização: A percepção sobre a própria capacidade profissional muda. Surgem frustração, desmotivação e a impressão de não possuir competência suficiente para executar as tarefas. A insatisfação com o ambiente de trabalho também aumenta, enquanto o desempenho pode cair diante do desgaste cognitivo e emocional.

4. Ansiedade: Ansiedade prolongada pode comprometer o funcionamento diário e provocar sintomas como insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e dores musculares. Uma meta-análise publicada em 2016 encontrou transtornos de ansiedade em 59% das pessoas diagnosticadas com burnout.

5. Isolamento: O desgaste emocional pode reduzir a disposição para interagir, manter relações sociais e participar de atividades fora do trabalho. Em alguns casos, aparecem também irritabilidade, sensação de fracasso e sentimentos de inutilidade, favorecendo o afastamento de outras pessoas.Continua após a publicidade

6. Insônia: A preocupação constante com o trabalho pode dificultar o sono. Autocobrança, sobrecarga profissional e hábitos pouco saudáveis também contribuem para noites maldormidas. O resultado é um ciclo difícil de interromper, já que a privação de sono intensifica o cansaço e prejudica o funcionamento durante o dia.

7. Sintomas físicos: O burnout não fica restrito à mente. O estresse prolongado pode estar associado a alterações metabólicas, prejuízo da resposta imunológica e maior risco cardiovascular. Também podem aparecer dor muscular, dor de cabeça, enxaqueca, problemas gastrointestinais, fadiga, falta de ar, taquicardia, tontura e disfunções sexuais.

8. Alterações no apetite: O estresse pode modificar a relação com a comida. Algumas pessoas perdem o apetite, enquanto outras passam a comer mais. Alterações hormonais, como o aumento nos níveis de cortisol, e mudanças no sistema de recompensa cerebral estão entre os mecanismos apontados para essas respostas diferentes.

9. Irritabilidade: O desgaste pode afetar a capacidade do córtex pré-frontal de controlar impulsos e lidar com conflitos. Com menor capacidade de inibição, respostas mais imediatas e intensas podem aparecer, tornando a pessoa mais irritável e menos tolerante a situações frustrantes.

10. Falhas de concentração e memória: Cansaço, ansiedade e noites maldormidas prejudicam a atenção. A pessoa pode ter dificuldade para se concentrar em uma tarefa, esquecer informações ou perceber uma queda no rendimento. O problema não significa necessariamente perda de memória, mas pode estar relacionado à dificuldade de manter a atenção no ambiente.

11. Depressão: Burnout e depressão compartilham sintomas e podem aparecer juntos, mas não são a mesma condição. O burnout está diretamente relacionado ao contexto profissional, enquanto a depressão afeta diferentes áreas da vida. Um estudo, inclusive, apontou depressão em 53% dos pacientes com burnout grave. Tristeza persistente, perda de interesse ou prazer e dificuldade de concentração podem aparecer nos dois quadros.

*Com informações de reportagem publicada em 09/09/2021.

Fonte: VivaBem no UOL

Compartilhar: