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Entregadores organizam mobilização contra projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos

O PLP (Projeto de Lei Complementar) 152, que regulamenta o trabalho por aplicativos, tanto de entregadores quanto de motoristas, será apreciado esta semana na Câmara dos Deputados. Os trabalhadores já estão se organizando para uma paralisação em 14 de abril em todo o país, além de um grande ato em Brasília.

Na semana passada o relator do texto Augusto Coutinho (Republicanos-PE) apresentou uma nova versão o que gerou críticas dos trabalhadores.

O novo texto, tem gerado críticas de deputados do governo federal, que desembarcou e não deve aprovar o projeto.

As empresas, como era de esperar, apontam alguns problemas, mas apoiam a nova versão, do projeto e defendem a votação e a aprovação do PLP 152.

O CEO do iFood, Diego Barreto, em artigo publicado na Folha de São Paulo, ontem (12), afirma que a regulamentação da proposta é uma “oportunidade histórica”.

Isso não é o que pensa os trabalhadores, que usam essas plataformas para ter um rendimento mensal, para eles não é uma oportunidade histórica, mas uma oportunidade de sobrevivência.

Nas redes sociais, as lideranças dos motoristas e entregadores estão conclamando os trabalhadores para um ato nacional contra o projeto.

“Marcamos a paralisação para o dia de votação do relatório”, explica a presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Aplicativos de Transporte Privado e Logística do Rio Grande do Sul, Carina Trindade.

O presidente do Sindmobi, Luiz Corrêa, disse que os entregadores“estão saindo carreatas de vários estados para fazer concentração lá em Brasília na terça e na quarta”.

“O objetivo da paralisação é o de enterrar o PLP 152”, afirmou Nicolas Sousa Santos, secretário da Aliança Nacional dos Entregadores de Aplicativo.

O ministro Guilherme Boulos falou ao jornalista e colunista do UOL, Carlos Juliano Barros, o motivo do governo federal não apoiar mais o PLP 152.

“Visivelmente, houve um lobby das plataformas – Uber, iFood e 99 – para garantir seus interesses”, avaliou Boulos.

O principal ponto de discórdia no novo texto é a remuneração. Para os motoristas, está prevista uma tarifa mínima e no caso dos entregadores, um pagamento mínimo de R$ 8,50 para corridas de até 4 km.

As lideranças do Breque Nacional, assim como o governo federal, reivindicam piso de R$ 10 para viagens de até 4 km, além pelo qual o complemento da R$ 2,50 por km adicional.

Fonte: Redação Mundo Sindical com informações do portal UOL