Dia da Igualdade Salarial: 5 motivos para ainda falarmos sobre esse tema

Mulheres negras são as mais afetadas pelas desigualdade no mercado de trabalho

Para alguns, “mimimi”. Para outros, sinal de machismo. Seja qual for o posicionamento, a diferença de salários entre homens e mulheres continua sendo uma realidade. Neste sábado, 18 de setembro, é celebrado o Dia Internacional da Igualdade Salarial, data criada para se falar sobre esse problema que afeta a população feminina ao redor do mundo — e a situação é ainda pior quando falamos de mulheres negras.

Listamos cinco razões para mostrar que ainda precisamos falar, e muito, sobre esse assunto para alcançar a equidade salarial.

1. Salário de homens e mulheres no Brasil têm diferença de 17,5%

E enquanto o salário mensal médio dos homens é de R$ 3.188,03, o delas soma R$ 2.713,92, o que representa uma diferença de 17,5%. As mulheres receberam, em média, 85,1% do salário médio mensal dos homens. Os dados são do CEMPRE (Cadastro Central de Empresas) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e foram divulgados em junho de 2021.

2. No ritmo atual, desigualdade salarial só acabará em 257 anos

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), muito pouco está sendo feito para de fato acabar com a desigualdade salarial. Atingir a equidade deve levar 257 anos, se nenhuma atitude mais substanciosa for tomada. Como explica a entidade, nessa conta entra também o trabalho doméstico. As mulheres “tentam manter empregos remunerados, ao mesmo tempo em que criam os filhos, lidam com a educação online e prestam cuidados a familiares doentes ou vulneráveis”, afirma.

3. Diferença entre homem branco e mulher negra chega a 159% no Brasil

Quando falamos em equidade salarial, raça importa, e muito. No Brasil, um homem branco que cursou o ensino superior em uma instituição pública ganha, em média, R$ 7.892. Já uma mulher negra formada no mesmo tipo de faculdade recebe, em média, R$ 3.047. A diferença permanece alta quando se compara os profissionais do mesmo perfil formados em universidades particulares. Nesse caso, a diferença é 128% maior entre o salário de um homem branco (R$ 6.627) e uma mulher negra (R$ 2.903).

Os dados são da pesquisa “Diferenciais Salariais por Raça e Gênero para Formados em Escolas Públicas ou Privadas”, publicado em 2020, que teve como base a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.

4. Inequidade é maior para mulheres com mais de 50 anos

A diferença salarial entre os gêneros é maior para as mulheres entre 50 e 59 anos, segundo uma análise feita pelo Office for National Statistics (Escritório de Análises Nacionais), da Inglaterra, divulgado em 2019. Ainda de acordo com o levantamento, nessa faixa etária, as mulheres chegam a receber 28% a menos do que os homens. Segundo a pesquisa, isso se dá por causa do duplo preconceito que elas sofrem: de gênero e de idade. Em média, tanto homens quanto mulheres atingem o pico salarial da carreira aos 40 anos. Ainda assim, elas continuam atrás: ganham 25% a menos do que eles.

5. Mais da metade das empresas no mundo não trabalham para atingir a igualdade

A igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho ainda demanda muitas mudanças por parte das companhias, segundo o relatório global da Mercer, “When Women Thrive” 2020. O estudo mostra que 81% das organizações afirmam buscar diversidade e inclusão, mas apenas 42% apresentam estratégias documentadas para alterar o cenário.

Fonte: Universa/UOL

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