Evento do SEAAC Campinas sobre Saúde Integral da Mulher só teve elogios
Sábado, dia 21 de março, foi dia de falar da Saúde Integral da Mulher. A Diretoria do SEAAC Campinas e Região programou uma manhã de atividades. Organizado pela Secretaria da Mulher, Criança e Adolescente do Sindicato, representada pela diretora Luciana P Franco, a atividade teve como objetivo marcar o Mês da Mulher com palestra, vivência e dança.

Teve café da manhã, palestra sobre a Saúde Mental da Mulher, com a psicóloga Juliana Corbett, vivência com óleos essenciais, com a aromaterapeuta integrativa Valéria Salek e Dança Circular Sagrada, com a facilitadora e arteterapeuta, Mairany Gabriel.
Quem participou, amou. Teve ainda presente para o autocuidado em casa, sorteio de mimos e um super Brunch no encerramento.
Confira um pouco do que rolou:
A presidente do SEAAC Campinas, Elizabete Prataviera, falou do papel do Sindicato na defesa da mulher e na busca por ambientes de trabalho saudáveis, igualitários. “Nós, enquanto Sindicato, estamos lutando pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias consecutivos de descanso. Defendemos a escala 5×2. Além disso, já inserimos a igualdade de gênero, igualdade salarial, a luta contra os assédios sexual e moral no ambiente de trabalho, nas nossas Convenções Coletivas de Trqabalho”, explicou a presidente do SEAAC.

“O Sindicato entende que a participação permanente em cargos de poder é fundamental para a tranaformação da realidade da mulher trabalhadora. A gente acredita que essa mudança só virá se mulher entrar na disputa dos espaços de poder. Nossas convenções coletivas já garantem igualdade salarial igualdade de gênero e agora queremos a jornada cinco por dois com 40 horas semanais de trabalho”, destacou Elizabete.
A psicóloca Juliana Corbett falou da importância da mulher reconhecer seus limites e buscar ajuda profissional quando perceber a sobrecarga e o adoecimento. Segundo ela, o Brasil é um dos países com maior casos de ansiedade na América Latina. Somos um dos países com maior índice de depressão do mundo. 45% das mulheres brasileiras relataram diagnóstico de ansiedade, depressão, ou outro transtorno mental no contexto pós‑pandemia de Covid.

Dados da pesquisa Ipsos (2024) mostram que:
55% das pessoas com ansiedade são mulheres
24% das mulheres relatam depressão, contra 13% dos homens
A pesquisa Covitel 2023 aponta que 34,2% das mulheres no Brasil apresentam diagnóstico de ansiedade, quase o dobro dos homens (18,9%).
E o que fazer? Segundo Juliana, deixar de aceitar uma verdade imposta de que mulher é polvo e pode ter multifunções e multitarefas.“Essa crença foi criada pela sociedade patriarcal. Não temos que dar conta de tudo. Podemos estabelecer parcerias em casa e dividir o trabalho doméstico com o marido”
De acordo com a psicóloga, a mulher foi ensinada a viver na auto cobrança. “A gente brinca que virar-casaca é bom é um sinal de inteligência. A gente pode mudar, se reinventar”, diz Juliana.
As violências contra a mulher estão por toda parte. “Temos a questão do feminicídio. Não está fácil ser mulher no Brasil. A mulher negra sofre mais ainda, mulher de baixa renda, mulher LBT, as da periferia, as mães atípicas, as cuidadores. Desigualdade social pesa mais”, explica a psicóloga.
Depois tem a ditadura da beleza, turno do trabalho, turno da maternidade, da dona da casa e depois e o turno da beleza. A gente tem que ficar bem e bonita sempre, pintar o cabelo pintar a unha. “Se eu faço pra mim ou por que alguém está me cobrando faz diferença. Faz o autocuidado que é pra você”.
O filme Divertidamente deu um lugar para a gente entender a cabeça e emoções como, raiva, medo, tristeza, alegria. “Se você percebe mudança de humor constante, cansaço extremo, comportamento de irritabilidade, exaustão extrema, alterações de sono, mudança de apetite extrema, todos estes são sinais que a gente deve buscar ajuda. Vamos parar de normalizar o cansaço extremo e a saúde mental. Às vezes a mulher interrompe o tratamento psicológico e não se cuida”, adverte Juliana Corbett.
Durante o evento foi aberta a palavra para que todas as mulheres pudessem se expressar, contar as próprias experiências e falar das suas dores. Foi um momento de acolhimento e cura coletivo.
No final da palestra, Juliana Corbett falou da importância de procurar ajuda e dos serviços de atendimento psicológico gratuito realizados nas universidades e faculdades de Campinas, como a PUC, na Anhanguera, na Unip, Unisal, no SUS e do serviço de escuta e rede de apoio do CVV, além dos pronto-socorros de saúde mental.
Quebrando Tabus
Saúde mental é tão importante quanto a saúde física.
Cuidar da saúde mental das mulheres começa por parar de normalizar/romatizar o cansaço extremo.
Não é fragilidade. É acúmulo.
Pedir, aceitar e oferecer ajuda é essencial
Seguir o tratamento e acompanhamento conforme recomendação médica (quando necessário)
Falar abertamente pode salvar vidas
O plantão de atendimento psicológico gratuito em Campinas/SP é oferecido principalmente por universidades (PUC-Campinas, UNIP, UNISAL) e pelo CVV (apoio emocional). O serviço é realizado por estagiários supervisionados ou voluntários, focado em acolhimento rápido, triagem e suporte emocional, disponível presencialmente ou online (Skype), sem necessidade de encaminhamento prévio.
Principais Opções de Atendimento Gratuito:
PUC-Campinas (Plantão Online): Oferece plantão psicológico gratuito online para maiores de 18 anos.
Quando: Segunda e terça (13h-16h); quarta e quinta (15h-18h).
Contato: WhatsApp (19) 97166-5474 e Skype (bit.ly/plantaopsicopuc).
UNISAL Campinas (Campus São José): Atendimento psicológico gratuito através do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), com foco na comunidade e triagem online.
Contato/Triagem: WhatsApp (19) 99521-2774.
UNIP Campinas (Centro de Psicologia Aplicada – CPA): Atendimento presencial e plantão psicológico para crianças, adolescentes, adultos e casais.
Contato: Agendamento pessoalmente ou por telefone.
CEI Campinas – Plantão Psicológico: Oferece plantão psicológico, com informações disponíveis no site da instituição.
CVV – Centro de Valorização da Vida: Apoio emocional e prevenção do suicídio.
Contato: Telefone 188 (24 horas) ou chat no site www.cvv.org.br
Informações Importantes:
SUS: Para casos crônicos ou de maior gravidade, procure a UBS mais próxima ou o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).
Serviço Escola: As clínicas-escola das universidades Unicamp, PUC-Campinas, Unisal, Unip, Anhanguera e Universidade São Francisco oferecem atendimento com estagiários supervisionados, o que pode incluir plantão, triagem ou acompanhamento psicoterapêutico.
Pronto Atendimento dos Hospitais:
PUC Campinas
Ouro Verde
UNICAMP
