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Funcamp e Unicamp comparecem ao MPT para explicar casos de Assédio Moral

A Unicamp e a Funcamp compareceram nesta segunda-feira, dia 2 de fevereiro, à audiência do Ministério Público do Trabalho, realizada a pedido do SEAAC Campinas e Região, para discutir os frequentes casos de Assédio Moral que ocorrem dentro da Universidade, sobretudo no Hospital de Clínicas.

Esta foi a terceira audiência realizada pelo MPT, dessa vez com a presença das duas instituições, que até então ignoravam as convocações.

A Funcamp negou a existência de casos de assédio moral sem apuração e também que tenha ocorrido demissão de algum trabalhador por apresentar denúncia.

Já a Unicamp disse que nos últimos 10 anos só recebeu 18 denúncias de trabalhadores da Funcamp contra chefias da Unicamp. As duas instituições disseram que só notificam o SEAAC, caso haja autorização expressa do trabalhador vítima de assédio, por isso o Sindicato é excluído dos processos de apuração.

A presidente do SEAAC Campinas, Elizabete Prataviera, afirmou durante a audiência, que os casos de Assédio Moral estão subdimensionados e que muitas vezes a trabalhadora e o trabalhador, deixam de encaminhar denúncias por medo de represália.

Elizabete solicitou mudanças na forma de condução dos casos de assédio, garantindo o acompanhamento do Sindicato. Solicitou ainda, que no exame demissional de trabalhadores Funcamp seja feito questionamento se houve algum tipo de perseguição ou assédio da chefia ou colegas.

O Sindicato defendeu que o TAC sobre a prevenção do Assédio Moral assinado pela Unicamp e Funcamp seja atualizado.

A Funcamp solicitou um prazo de 45 dias para atender às solicitações do SEAAC Campinas.

O representante do MPT solicitou às duas instituições, dentro do prazo de 45 dias, documentos como o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) atualizado, o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) atualizado e as cópias das três últimas Atas das reuniões das Cipas.

A partir da entrega dos documentos, a Diretoria do SEAAC Campinas terá novo prazo para se manifestar e dizer se as medidas atendem ao que foi reivindicado.