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Gov.br atinge 170 milhões de brasileiros e supera audiência do Super Bowl

O Gov.br já é o maior balcão digital do Brasil com 170 milhões de pessoas cadastradas, conta Rogério Mascarenhas, secretário nacional de Governo Digital, a Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes.

O sistema oferece cerca de 5 mil serviços públicos digitais, de aposentadoria ao histórico de vacinação passando pela assinatura de documentos. Mascarenhas destaca que, em momentos de pico, o gov.br recebe 130 milhões de acessos simultâneos, o que supera até a audiência do maior evento televisivo do mundo.

A gente chega a picos, às vezes, de 130 milhões de pessoas. Isso aí é possível pela estrutura que o Serpro, nosso parceiro nesse projeto, vem provendo. É um serviço bastante robusto e a gente segura as pontas aí.Rogério Mascarenhas

“No Super Bowl, aquela final do campeonato nacional americano de futebol americano, a audiência desse ano, que foi recorde de todos os tempos, foi de 127 milhões de pessoas ao mesmo tempo. Ou seja, o gov.br já tem mais audiência do que o Super Bowl”, Helton Simões Gomes.

Essa corrida do brasileiro rumo ao gov.br ocorre em, ao menos, três ocasiões, conta Mascarenhas: Enem, declaração do Imposto de Renda e durante renegociações de dívida.

Para garantir a segurança dos dados e a soberania digital, Mascarenhas detalha que a plataforma usa a chamada “Nuvem Soberana”, baseada em tecnologia de grandes empresas, mas operada e controlada por órgãos públicos brasileiros. As estatais Serpro e Dataprev contratam capacidade computacional de grandes empresas de tecnologia.

“Embora você utilize a tecnologia dessas big techs, na verdade, os dados e a operação desse processo são feitos pelas duas empresas públicas (…) O que a gente está garantindo com isso é que a guarda desses dados estão dentro das empresas públicas ou dos órgãos que adquiriram essas nuvens para que a gente tivesse esse nível de soberania de dados e operacional”, Rogério Mascarenhas.

IA, ‘novo RG’ e balcão digital único: entenda os próximos passos do gov.br

O gov.br já virou o principal caminho para acessar mais de 5 mil serviços públicos federais em todo o Brasil. Mas Rogério Mascarenhas explica como a plataforma vai além: quer integrar estados, municípios e até bancos.

Hoje, o gov.br atinge os 27 estados e mais de 2 mil cidades, mas Mascarenhas diz que a meta é transformar o portal na “porta única” dos serviços públicos. A proposta é facilitar a vida do cidadão: em vez de buscar diferentes sites e sistemas, tudo será resolvido em um só lugar.

“O cara quer fazer um uso de um serviço lá de creche ou mesmo um atendimento que é de uma escola estadual. Ele pode estar fazendo, seja no nível municipal ou estadual, o uso do gov.br como ferramenta de integração. E essa é a ideia, que o gov.br seja o grande portal de acesso dessas pessoas. O cidadão não precisa ficar decorando o link, o site. Ele entra ali e resolve a vida dele. É isso que a gente quer que aconteça. É a simplificação fundamental. É ela que vai fazer a mudança da vida dessas pessoas”, Rogério Mascarenhas.

Soberania é não depender de uma big tech só

Mesmo usando infraestrutura de empresas como Amazon e Microsoft, o portal gov.br não depende de apenas uma big tech para se manter no ar, diz Rogério Mascarenhas, secretário nacional de Governo Digital.

Responsável pela pasta que lidera as ações no gov.br, Mascarenhas afirma que não apostar em uma só nuvem computacional para processar dados é o que fez a plataforma de governo eletrônico continuar no ar nas várias ocasiões em que os serviços das big techs caíram.

“[A AWS] Já caiu, e a gente [gov.br] não caiu. Se você olhar o histórico aí, vai ver que nenhum desses últimos grandes episódios que aconteceram envolvendo as big techs -teve o caso da AWS, Microsoft também faz algum tempo-, nenhum deles afetou a prestação de serviços”, Rogério Mascarenhas.

Balcão do INSS é coisa do passado: como gov.br digitalizou 90% dos serviços

O atendimento presencial do INSS ficou para trás com a digitalização dos serviços pelo gov.br.Continua após a publicidade

Rogério Mascarenhas também falou como o acesso online agilizou o atendimento da seguridade social e o que vem pela frente.

“O INSS teve uma redução significativa do atendimento presencial. Hoje, mais de 90% do atendimento do INSS é feito na plataforma Meu INSS, utilizando o gov.br como autenticador”, Rogério Mascarenhas.

Fonte: TILT/UOL