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Metrô de SP demite funcionário que ignorou denúncia de assédio e culpou vítima

O Metrô de São Paulo informou que demitiu o funcionário que ignorou a denúncia de assédio feita por uma mulher na manhã de ontem, na estação da Sé, no centro da capital paulista.

A passageira informou aos agentes de segurança que foi importunada sexualmente por um homem não identificado. A vítima logo foi atendida por agentes mulheres, que ofereceram acompanhamento para registrar a ocorrência, mas a passageira decidiu não ir à delegacia, formalizando essa decisão na presença de testemunhas, informou o Metrô.

Durante o atendimento, um funcionário terceirizado que estava no local afirmou que a roupa da mulher teria sido o motivo do crime. O comentário não foi dirigido à vítima, mas às mulheres que estavam no metrô e demonstraram indignação com o caso.

Em nota, o Metrô pediu desculpas à vítima e aos demais passageiros envolvidos. A empresa afirmou que não compactua com nenhum tipo de assédio e que não tolera condutas contrárias aos treinamentos rigorosos que seus agentes recebem anualmente para acolher vítimas e acionar a rede de segurança na identificação dos autores.

No mesmo dia, outra mulher foi vítima de assédio no transporte público. Uma passageira da Linha 7-Rubi pediu ajuda na estação Água Branca após ser importunada sexualmente durante a viagem.

A vítima recebeu acolhimento e suporte da equipe, segundo a administradora da linha, TIC Trens. O suspeito foi detido e levado à DELPOM (Delegacia de Polícia do Metropolitano).

Em nota, a TIC Trens orienta que vítimas ou testemunhas procurem imediatamente os colaboradores nos trens e estações. É orientado que as vítimas utilizem os interfones disponíveis, acionem a Central de Atendimento (0800 007 0670 e WhatsApp 11 91976-2794) ou entrem em contato com a Central de Atendimento à Mulher pelo Ligue 180.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Fonte: UOL