UNAIDS e parceiros lançam campanha que incentiva diálogo aberto sobre HIV e prevenção entre profissionais de saúde e jovens

Sob o lema “Fale comigo abertamente”, a campanha para o Dia Mundial contra a AIDS (1º de Dezembro)  deste ano, feita em conjunto pelos escritórios regionais para América Latina e Caribe da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Rede Latino Americana de Jovens vivendo com HIV (J+LAC) , busca mobilizar profissionais de saúde para que conversem abertamente com jovens sobre HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) sem preconceitos, sem estigma e sem discriminação.

O objetivo é contribuir para melhorar o acesso à prevenção combinada do HIV, principalmente entre populações-chave e pessoas mais vulneráveis ao vírus. O foco da campanha deste ano está em sensibilizar profissionais de saúde para que, cada vez mais, homens jovens gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH)—que são desproporcionalmente afetados pelo HIV—busquem e obtenham a informação e o apoio de que necessitam para ter uma saúde sexual saudável. Busca ainda empoderar e informar jovens, assim como combater o estigma e a discriminação que as populações mais vulneráveis ao HIV vivenciam nos serviços de saúde, considerados alguns dos principais obstáculos para o acesso os cuidados de saúde.

“Queremos que profissionais de saúde e jovens comecem a falar mais sobre o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis como parte dos cuidados de saúde, com respeito e sem preconceitos”, afirmou Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Determinantes Ambientais da Saúde na OPAS. “Quanto mais os jovens se sentirem bem-vindos, maior a probabilidade de acessarem e manterem contato com os serviços de saúde para realizar exames ou buscar medidas que possam impedir que contraiam ou transmitam o HIV”, complementou.

Na América Latina, as novas infecções por HIV aumentaram 7% desde 2010, segundo dados mais recentes do UNAIDS. Estima-se que ocorreram 100.000 novas infecções por HIV somente em 2018; uma em cada cinco são jovens entre 15 e 24 anos. No Caribe, 27% das novas infecções ocorrem dentro desta faixa etária. Além disso, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens são desproporcionalmente afetados pelo HIV, representando 40% das novas infecções na América Latina e 22% no Caribe. Em todo o mundo, esse grupo tem 22 vezes mais risco de infecção por HIV do que a população em geral.

“Comunidades, grupos e redes de pessoas que vivem com HIV ou que são afetadas pelo vírus desempenham um papel fundamental na resposta à epidemia de AIDS em níveis local, nacional e internacional”, disse César Nuñez, diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe. “A construção de uma estratégia de comunicação como essa, projetada por e para jovens de populações-chave, é um passo importante para romper as barreiras impostas pelo estigma e pela discriminação contra eles. De fato, esses jovens estão nos ajudando a construir as pontes necessárias para ter acesso a serviços e cuidados combinados de prevenção ao HIV.”

Treze jovens da América Latina vivendo ou convivendo com HIV participaram da criação da estratégia de comunicação que resultou nesta campanha. Também participaram do desenvolvimento de todos os materiais de comunicação, que incluem pôsteres, posts para mídias sociais, gifs animados e vídeos. Fazem parte deste grupo jovens da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Peru e Venezuela. À campanha foi agregada também a participação de jovens do Suriname. Nos materiais, alguns deles aparecem fazendo perguntas a profissionais de saúde sobre profilaxia pré e pós-exposição (PrEP e PEP), infecções sexualmente transmissíveis, a indetectabilidade do vírus, além do papel do estigma e discriminação e da saúde mental na prevenção e nos cuidados para HIV.

Da mesma forma, em uma série de vídeos, cinco desses jovens que nasceram com HIV ou foram infectados em relações homoafetivas narram, em primeira pessoa, sua experiência de viver com vírus. Eles contam quais são as perguntas que os incomodam, como é sua relação com os serviços e profissionais de saúde e oferecem conselhos a outros jovens para desmistificar o que significa viver com HIV.

“Queremos que os médicos nos escutem mais, estejam mais próximos e nos expliquem”, diz o venezuelano Miguel Subero, representante da J+LAC no México. “Ter um médico que me ouve, explica e me entende mudou muito meu relacionamento com os serviços de saúde”, acrescenta Horacio Barreda, representante da J+LAC na Argentina. “Os jovens devem saber que (mesmo com HIV) é possível ter uma vida normal, ter relacionamentos e que não se vai morrer por isso”, argumenta Aarón Zea, da J+LAC na Colômbia.

Para ter acesso aos materiais em espanhol, clique aqui. Os materiais também estão disponíveis em inglês. Nos próximos dias, estes materiais também estarão traduzidos para o português.

Dezembro Vermelho AIDS CNTC

Dezembro é o mês mundial de conscientização da AIDS.  O Dezembro Vermelho nasceu a partir da Lei 13.504, publicada no Diário Oficial e dá sequência às ações do Dia Mundial contra a Aids, celebrando desde 1988 no mundo todo em 1º de dezembro.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lidera e inspira o mundo para alcançar sua visão compartilhada de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS. O UNAIDS une os esforços de 11 organizações – ACNUR, UNICEF, PMA, PNUD, UNFPA, UNODC, ONU Mulheres, OIT, UNESCO, OMS e Banco Mundial – e trabalha em estreita colaboração com parceiros nacionais e globais para acabar com a epidemia da AIDS até 2030 como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Visite a UNAIDS  e conheça os projetos e ações para acabar com a AIDS.

Fonte: Unaids

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