Sindicalistas e empresários apontam caminhos para retomar crescimento

Documento foi finalizado na segunda-feira, dia 30, durante reunião no Dieese, e será divulgado na próxima quinta-feira, em São Paulo. Na semana que vem, propostas serão entregues ao governo

Há uma preocupação com a interrupção de atividades de empresas envolvidas na Lava Jato e o efeito dessa paralisia na economia

Um documento com sete diretrizes para a retomada do crescimento econômico foi finalizado na segunda-feira, dia 30, durante reunião na sede do Dieese, em São Paulo, e será divulgado nesta próxima quinta-feira, dia 3, por representantes de centrais sindicais e entidades empresariais, durante encontro em um centro de eventos na Liberdade, região central da capital paulista, a partir das 10h. O evento é denominado “Compromisso pelo Desenvolvimento”.

O texto fala em retomada de investimentos, públicos e privados, especialmente no setor de infraestrutura, maior oferta de crédito para consumo e capital de giro e, especialmente, apoio ao setor de construção. Há uma preocupação com a interrupção de atividades de empresas envolvidas na Operação Lava Jato e com o efeito dessa paralisia na atividade econômica e sobre o emprego.

As centrais defendem medidas para que essas companhias possam continuar atuando e firmando contratos com o poder público, enquanto as investigações prosseguem na área criminal. Nesse sentido, os chamados acordos de leniência são uma das alternativas propostas no documento.

Nesse sentido, as centrais defendem medidas para que as companhias investigadas, a maioria do setor de construção civil e petróleo e gás, possam continuar atuando e firmando contratos com o poder público, enquanto as investigações na área criminal prosseguem. “Quem comete desvios éticos são pessoas e não empresas. O mundo não pune empresas, pune pessoas”, diz o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

O Dieese e as centrais apontam riscos de, mantido o atual cenário, a crise atingir também o sistema financeiro, à medida que os bancos financiaram negócios dessas companhias. Além disso, com 2015 já comprometido, é preciso tentar buscar ao menos um princípio de recuperação no ano que vem, em meio a uma crise generalizada de confiança, que contribui para travar os investimentos. “A ideia é atuar na reversão dessas expectativas e procurar uma retomada mais rápida”, observa o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

Participam das discussões CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT. Pelo lado dos empresários, devem assinar o documento entidades como Abimaq (máquinas e equipamentos), Abiquim (setor químico), Abit (têxtil), Sinicom (sindicato nacional da construção pesada), Anfavea (montadoras), Sindipeças (autopeças) e Fenabrave (revendedoras), entre outras.

Serviço
Lançamento do documento “Compromisso pelo Desenvolvimento”
Quando: Quinta-feira, dia 3, às 10h
Onde: Espaço Hakka, rua São Joaquim, 460, Liberdade, São Paulo

Fonte: Rede Brasil Atual

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