Governo Bolsonaro vai fechar 500 agências do INSS, dificultando ainda mais as aposentadorias

Os fechamentos de agências do INSS precisam ser esclarecidos

Por Alexandre Padilha

Nesta semana protocolei na Câmara dos Deputados pedido de informações ao Ministro da Economia Paulo Guedes sobre os fechamentos de agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida anunciada prevê 50% de corte na estrutura administrativa e fechamento de 500 agências em 2020, a maioria nas periferias das cidades.

(foto Valter Campanato/Agência Brasil)

Trabalhadores e trabalhadoras do INSS estão com protestos agendados para esta semana, em todo país, e vão parar suas atividades para reivindicar as ações do governo Bolsonaro no órgão e nos serviços oferecidos para atendimento à população. No ano passado, os servidores sofreram uma sequência de ataques a estrutura do órgão com a destruição da política de valorização de gestão e eficiência.

Também foi anunciada a retirada da carreira de serviço social do órgão, um total contrassenso ao que é o INSS. Além da fila de espera de cerca de oito milhões de pessoas que aguardam a concessão de aposentadorias, salários-maternidade e Benefícios de Prestação Continuada, segundo trabalhadores e trabalhadoras do INSS.

Para solucionar o problema, o governo Bolsonaro decretou a possibilidade de contratação de sete mil militares para serem realocados as funções. Os funcionários do INSS são desfavoráveis a medida por avaliarem que os militares não estão aptos ao atendimento.

É desrespeito com a população brasileira destruir um serviço que garante a seguridade social e previdenciário de nosso país. Nos governos Lula e Dilma foram feitos investimentos para uma gestão eficiente do INSS com ampliação do número de agências, concursos públicos e acompanhamento e monitoramento de concessões.

Paulo Guedes precisa dizer a população brasileira o motivo do fechamento das agências. O pedido de informações que encaminhei ao Ministério da Economia pede esclarecimentos quanto a estudos feitos para a tomada desta decisão, quais os critérios usados para a escolha das unidades fechadas, qual o impacto dessa decisão na economia dos municípios e no atendimento aos usuários.

Alexandre Padilha é médico, professor universitário e deputado federal eleito pelo PT-SP. Foi Ministro da Coordenação Política de Lula e da Saúde de Dilma e Secretário de Saúde na gestão Fernando Haddad.

Fonte: Carta Campinas

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