Petroleiros da Replan fazem nova venda de gás de cozinha ao custo de R$ 40 em Paulínia

Para denunciar a política de preços da Petrobrás que beneficia as petroleiras e prejudica os brasileiros, o sindicato dos Petroleiros da Replan (Refinaria de Paulínia), faz neste sábado, 15 de fevereiro, mais uma venda de 100 botijões ao custo de R$ 40 em Paulínia.

(foto eric gonçalves – sindp – div)

A ação se dará na Praça Monte Alegre 2, ao lado da avenida dos Trabalhadores, próximo ao número 140, às 10 horas da manhã. Só poderá comprar 1 botijão por família e será apenas para os moradores dos bairros: Monte Alegre 1, 2, 3 e 4 e Jardim Primavera.

O sindicato têm feito ações de venda de gás mais baratos, chamados de preço justo. No sábado, 08 de fevereiro, eles passaram pela região da Vila Boa Vista, em Campinas, colaborando com a venda de 200 botijões. Nessa quinta, 13 de fevereiro, foi a vez da cidade de Cosmópolis com 100 botijões.

Quem quiser aproveitar o desconto tem que levar o botijão vazio e um comprovante de residência. Os vouchers com o desconto patrocinado pelos Petroleiros serão distribuídos por ordem de chegada.

Os petroleiros estão em greve já há 14 dias, com cerca de 20 mil trabalhadores de mais 100 unidades diferentes. Uma comissão de negociação está ocupando uma sala da sede da Petrobrás há 14 dias e a empresa se nega a sentar para negociar.

O principal pleito é a contrariedade quanto ao fechamento da FAFEN, fábrica de fertilizantes nitrogenados no Paraná, que deixará 1000 trabalhadores desempregados. Mas a empresa também vêm descumprindo o acordo coletivo assinado no final de 2019, assim como têm tentado burlar decisão do STF, desmembrando a empresa para vender as partes como se fossem subsidiárias.

Somado a tudo isso tem a política de preços dos combustíveis que os Petroleiros vêm denunciando desde que Pedro Parente foi indicado presidente no governo de Michel Temer, mas que Castelo Branco, o indicado no governo Bolsonaro, dá continuidade, punindo a população com altos preços nos combustíveis e demais derivados de petróleo para que os importadores possam ter competitividade e lucro.

Hoje a Petrobrás define o preço dos combustíveis de acordo com o valor do dólar, o preço do barril do petróleo e outras variáveis que pouco deveriam importar para a empresa, já que ela é uma empresa autossuficiente e com a maioria dos custos em reais.

Segundo o sindicato, com o alto valor praticado pelas refinarias, começou a ficar interessante para os importadores, que já abocanharam boa parte do mercado nacional. E ao invés de abaixar seus preços, a Petrobrás prefere baixar produção, deixando suas refinarias ociosas, evitando a concorrência com os importadores.

O derivado que mais sofreu alteração foi o GLP, o gás de cozinha, pois até antes do golpe em Dilma Roussef, a política de preços levava em conta o papel social e de desenvolvimento nacional que a Petrobrás tem.

Como o gás de cozinha afeta todos os brasileiros e em especial os mais pobres, ele tinha o preço subsidiado, sendo compensado em outros produtos. Assim, quando derrubada a presidenta, aqueles que tomaram o governo mudaram a política de preços e o gás subiu muito, a ponto de termos famílias voltando a utilizar lenha e até mesmo improvisos com álcool, que até já geraram sérios acidentes com queimaduras.

Nessas ações, os Petroleiros deixam claro que a intenção deles é que a empresa baixe o preço dos seus produtos para que a população possa comprar o botijão a R$ 40 reais no depósito. Com esse valor eles dizem ser possível a empresa manter seu funcionamento, seus investimentos e pagar suas dívidas, sem que seja preciso baixar impostos como o ICMS.

Fonte: Carta Campinas/Com informações de divulgação

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