Movimento Falar Inspira Vida cria guia para acolher quem sofre de depressão

Dar o primeiro passo nunca é fácil para quem tem depressão.
A conversa pode ser ensaiada inúmeras vezes dentro da mente, mas, no fim das contas, acaba sendo adiada. No começo, os sentimentos ruins vão e voltam; momentos bons até aparecem, mas os dias ruins prevalecem. Às vezes, há um sentimento de culpa, ou falta prazer naquela atividade que antes era divertida. Aqui você terá um guia completo sobre como entender e ajudar alguém com depressão: https://www.falarinspiravida.com.br/assets/janssen/assets/files/guia-falar-inspira-vida.pdf

O sono fica instável: algumas pessoas passam noites em claro, outras dormem demais. Quase sempre, faltam disposição, motivação, energia. E, com esse turbilhão interno, não é mesmo simples falar sobre isso ou pedir ajuda.

Para quem nunca teve depressão, é difícil entender o que acontece com quem sofre com a doença. Segundo os manuais médicos, o transtorno tem uma vasta gama de sintomas.

Sentir-se deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, é um sinal de alerta. A falta de interesse ou de prazer em todas (ou quase todas) as atividades, também.

A depressão está longe de ser frescura, exagero ou falta de força de vontade. Quem sofre com ela não se faz de vítima e não consegue, simplesmente, “dar uma animada” por conta própria.

Essas concepções, aliás, fazem parte de uma mentalidade construída ao longo de décadas e reforçam o estigma em torno da saúde mental, muitas vezes decorrente da falta de entendimento correto da doença. Com medo do julgamento, de ser um fardo ou de não ser acolhida, a pessoa com depressão não inicia a conversa. Seu pedido de ajuda nem sempre é óbvio.

Movimento
O movimento Falar Inspira Vida* foi criado com o objetivo de desmistificar, por meio do conhecimento, a conversa sobre depressão, criando um ambiente mais favorável para quem precisa de acolhimento e ajuda especializada. Ao se vencer a primeira barreira – a do diálogo –, um novo caminho se abre e os dias podem perder os contornos acinzentados.

Sabendo dos desafios desse cenário, o movimento apresenta este guia como uma ferramenta inédita para explicar como falar da maneira mais adequada sobre o tema, promovendo uma escuta acolhedora que pode fazer a diferença na busca por apoio de profissionais qualificados. Este conteúdo é resultado de uma reflexão coletiva dos membros do movimento, feita a partir de comentários e expressões corriqueiros que manifestam o senso comum sobre a depressão.

Nossa intenção é percorrer os desafios da depressão e destacar a importância de informações de qualidade e da busca pelo tratamento. Ao final, apresentamos, de maneira bastante prática, situações comuns que vemos ou vivenciamos em nosso dia a dia no diálogo com pessoas que podem estar sofrendo com a doença. Além dos exemplos, elencamos sugestões sobre como mudar a forma de falar sobre depressão, acolhendo quem mais precisa de ajuda e estimulando a busca por orientação médica.

O guia explica o que é a depressão, ensina a identificar seus sinais e sintomas. A cartilha também ressalta a importância de se conversar sobre o tema, indica como a depressão pode desencadear transtornos como burnout e bipolaridade, além de oferecer dicas de autocuidado, de como ajudar outras pessoas e de como buscar ajuda profissional.

A publicação tem 60 páginas e está disponível gratuitamente on-line. Você pode baixar diretamente aqui ou pode pegar o link no site Falar Inspira Vida.

O projeto Movimento Falar Inspira Vida é uma ação da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, para o Setembro Amarelo com apoio da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), Centro de Valorização da Vida (CVV), Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, Instituto Crônicos do Dia a Dia (CDD) e Instituto Vita Alere.

Sobre o Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo foi criado no Brasil em 2015 por iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A escolha deste mês aconteceu porque 10 de setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, criado pela OMS em 2013.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. E é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos. Falar sobre o tema, sem tratar a saúde mental como um tabu é muito importante e pode ajudar a salvar vidas.

Falar sobre suas angústias, ansiedades e tristezas com amigos, colegas e familiares pode ajudar muito, mas nem sempre uma boa conversa vai resolver seu problema. Se precisar, procure ajuda de um profissional. 

É importante que o consultório seja de fácil acesso, seja físico ou remotamente, que a pessoa que vá te atender tenha experiência com problemas como os seus e te deixe em uma situação confortável na consulta.

Se você precisar de ajuda agora, peça ajuda. O CVV atende por telefone, chat, e-mail e carta, anote os contatos.

Caso você ou alguém que você conheça precise de ajuda, ligue para o número 188. Ele é gratuito, funciona de qualquer celular ou número fixo.

Você também pode conversar por escrito, por chat ou por e-mail. Veja os caminhos no site cvv.org.br.

Se o seu atendimento não for urgente, você pode enviar uma carta para um posto de atendimento, veja o endereço da sua cidade neste link.

Todos os atendimentos acontecem 24 horas por dia, 7 dias por semana, e são feitos de forma anônima. Você não precisa nem falar seu nome para os voluntários caso não queira.

O Centro de Valorização da Vida foi fundado em São Paulo em 1962 como uma associação civil sem fins lucrativos e em 1973, foi reconhecido como Utilidade Pública Federal.

A instituição presta serviço voluntário e gratuito e é muito conhecida por trabalhar com prevenção ao suicídio, mas seu foco é no apoio emocional. São cerca de 3.400 voluntários de 24 estados que realizam por volta de 250 mil atendimentos por mês,

Fonte: Movimento Falar Inspira a Vida

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