Patrões continuam indiferentes aos trabalhadores e atrasam as Convenções Coletivas de 2025
As negociações das Convenções Coletivas continuam emperradas com diferentes Sindicatos Patronais. Mesmo em um cenário de deflação, emprego em alta e estabilidade econômica, os patrões se recusam a dar aumentos reais, melhorar o piso salarial e benefícios econômicos, como os vales-refeição e alimentação.
Com tanta intransigência e postura mesquinha, a FEAAC e os SEAAC’s continuam rejeitando assinar CCTs somente pela reposição da inflação.
Vamos continuar insistindo e pedindo pressão por parte dos trabalhadores e trabalhadoras.
SESCON – Contabilidade e Assessoramento
Em nova rodada de negociação, o SESCON alterou sua contraproposta, que antes era de um aumento real de 0,25%, para 0,87% para quem recebe salário até R$ 8.157,41;
Para quem recebe salário entre R$ 8.157,42 até R$ 16.314,82, eles tinham proposto inicialmente um aumento de 0% e agora propuseram de aumento um valor fixo de R$ 50,57 e mais 0,25%;
Para quem tem salário igual ou superior a R$ 16.314,83, eles propõem um valor fixo de R$ R$ 928,31 e querem que esses empregados negociem diretamente com os patrões (aquela história de as ovelhas negociarem com o lobo).
A FEAAC e os SEAAC’s mantiveram a reivindicação de 7% de aumento salarial, sem escalonamento, pisos de R$ 2.166,60 e R$ 2.307,72, vale-refeição de R$ 35,00 inclusive nas férias e reajuste de 7,13% (INPC + aumento real) nas demais cláusulas econômicas.
Proposta novamente rejeitada
Essa proposta do patrão conduz a uma política de desigualdade de tratamento com os empregados, privilegiando alguns em detrimento dos outros nas normas coletivas, é uma atitude inconstitucional, já que discrimina gradativamente os trabalhadores segundo os seus rendimentos.
Além disso, atenta contra a organização sindical, uma vez que tem como objetivo a concessão de benefícios financeiros individuais, segundo a sua política interna de meritocracia, visando a competitividade e o individualismo entre os empregados.
A intenção do patronal é a de poder alegar aos trabalhadores, que a empresa é “boazinha” e concede aumentos e benefícios independentemente da norma coletiva do Sindicato, com o claro propósito de desmerecer, desacreditar e deslegitimar a organização sindical.
Nos pisos salariais que já são baixos, alteraram a proposta de reajuste: antes era de 1%, agora passa a 2%, elevando os pisos para: 1ª faixa – R$ 1.961,00 (arredondado); 2ª faixa – R$ 2.088,00 (arredondado)
Já com relação ao ABONO ÚNICO, que antes tinham proposto a extinção, propuseram agora a sua manutenção com apenas a reposição corroída pela inflação baseada no INPC. Também as demais verbas de natureza econômica como vale-refeição, triênio e reembolso creche, viriam sem aumento real, apenas atualizando os valores conforme índice do INPC.
Essas são as razões pelas quais a Convenção Coletiva de Trabalho ainda não foi assinada com o SESCON, ou seja, por culpa e intransigência dos patrões de Contabilidade e do Assessoramento.
SECOBESP – Cobrança e Recuperação de Crédito
Os patrões das empresas de Cobrança e Recuperação de Crédito, capitaneados pelo SECOBESP, são igualmente intransigentes, já que pretendem atribuir o ônus dos riscos da atividade econômica para os empregados. Eles tiveram suas propostas recusadas e as negociações continuam sem qualquer previsão de conclusão.
Sua última proposta foi: Formalizar norma coletiva por período de 2 anos, mas se recusam conceder aumento real de salários, propondo a atualização salarial com base numa média apurada pelos índices do INPC e IPC.
As demais reivindicações de aumento real no vale refeição, ampliação do período de pagamento do auxílio creche e aumento substancial nos pisos, também foram negadas.
SELEMAT – Locadoras de Equipamentos e Máquinas para Terraplenagem
As propostas dos patrões donos das empresas Locadoras de Máquinas e Equipamentos de Terraplanagem são uma falta de vergonha e de respeito aos empregados. Propuseram apenas e tão somente o valor de R$ 2,00 acima do salário mínimo paulista, para o piso salarial dos empregados administrativos.
Se recusam a dar qualquer aumento real de salário, apenas repondo o que a inflação já correu nos salários dos empregados nos últimos 12 meses.
SINSA – Sociedades de Advogados
O sindicato patronal das Sociedades de Advogados não apresentou qualquer proposta para renovação da Convenção Coletiva, porque provavelmente estão aguardando o desenrolar das negociações no SESCON, para fazerem alguma proposta.
SINAC – Administradoras de Consórcios
O patronal SINAC, que representa as Administradoras de Consórcios, apresentou proposta de aumento real de salário de 0%, tendo sido recusada. As negociações continuam também sem qualquer previsão de término.
Fonte: SEAAC do Grande ABC/com informações do SEAAC Campinas e Região
