Sindicalistas querem negociar protocolos de segurança para garantir saúde aos trabalhadores

Sindicalistas de diversos setores econômicos debateram hoje, por videoconferência, medidas para pressionar os governos estaduais sobre protocolos de segurança e saúde para os trabalhadores durante a pandemia do coronavírus (COVID-19).

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, ressaltou a importância de garantir a saúde dos trabalhadores de categorias essenciais. “Nossa preocupação neste momento é com a vida e a saúde dos trabalhadores”, afirmou.

“Nossa central está na campanha, junto com as demais centrais sindicais, pela saída do presidente Bolsonaro”, diz o presidente da Força Sindical, referindo-se a campanha #ForaBolsonaro lançada nesta segunda-feira pelas centrais sindicais (leia mais). “Não tem jeito. Chegamos a um momento em que a maioria do povo já percebeu que o País está sem governo. Mais do que isso: o presidente só causa confusão “, completa o sindicalista.

“Desde o anúncio do primeiro caso notificado no Brasil, as centrais sindicais e suas entidades sindicais filiadas trabalham de forma unitária, denunciam às autoridades a situação precária dos trabalhadores nos serviços essenciais – em especial na saúde e fazem propostas”, lembrou o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves (Juruna)

“O Brasil já perdeu milhares de vidas para o coronavírus, boa parte delas de trabalhadores em serviços essenciais ao funcionamento do País.  Para trabalhar, profissionais dos ramos da saúde, comércio, transportes, limpeza, entre outros, têm sido obrigados a se expor ao contágio por falta de equipamentos de proteção individual”, lembrou Miguel Torres.

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, Nei da Estiva, destacou o problema dos portuários que estão impedidos de trabalhar. Segundo ele, parte da Medida Provisória 936, prejudicou os trabalhadores que atuam nos Portos. “Essa MP não garante proteção e impede muitos de trabalharem”, disse.

Vale lembrar que a MP está em análise no Congresso. “Vamos intensificar nossa luta para modificar esta MP”, adiantou o 1º secretário da Força Sindical e presidente da Fequimfar, Sergio Luiz Leite (Serginho). Os sindicalistas também querem a volta das homologações nos sindicatos.  

O Presidente dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, Antonio Ramalho, relatou que muitos acordos para proteção dos trabalhadores da construção civil não estão sendo cumpridos pelo setor patronal. “Vamos ter reunião com os patrões e cobrar mais equipamentos de proteção e testes”.

O líder da Força também lembrou que as centrais sindicais foram decisivas, junto com deputados ligados aos trabalhadores, por exemplo, para que o auxílio emergencial de R$ 600,00 fosse aprovado no Congresso Nacional. Vale lembrar: o governo estava oferecendo apenas R$ 200,00.

O dirigente do sindicato dos Comerciários de Porto Alegre, Claudio Janta, falou sobre a importância de intensificar uma rede de solidariedade nacional para ajudar na coleta de alimentos e roupas.

Também ficou estabelecido que as categorias irão se reunir e intensificar as campanhas salariais e fortalecer a indústria nacional para recolocá-la no patamar de importância que já teve um dia na economia.

Fonte: Força Sindical

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